Os cães recolhidos pela carrocinha viram sabão?

Veterinária confirma que os cães não precisam mais ter medo, novas “carrocinhas” tentam dar uma vida melhor aos animais de rua

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Uma das mais populares lendas urbanas ensina que a carrocinha, o veículo que recolhe os animais de rua, leva os cães e gatos para fábricas de sabão. A lenda teria surgido porque a gordura animal costuma servir de matéria-prima na fabricação de sabão em pedra. Mas quem trabalha de fato com esses animais é direto: a lenda é uma mentira.

É o caso da veterinária Elisabete Aparecida da Silva, do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Segundo ela, a informação é apenas um mito e “não tem nem idéia de como inventaram essa lenda”.

Elisabete explica que uma parte dos cães e gatos é encaminhada para a adoção, mas aqueles que possuem doenças, comportamento agressivo ou que não têm perfil para receberem uma família, são sacrificados. “Aplicamos uma anestesia profunda que provoca a perda total da sensibilidade e, em seguida, a morte sem sensação de dor”, explicou. Após o sacrifício, os animais são cremados.

A veterinária afirmou que o papel dos atuais veículos para remoção de animais de rua é muito diferente das temidas “carrocinhas”. Ela destaca o trabalho de saúde pública e de solidariedade por tentar dar uma nova vida aos bichos. “Nós nos deparamos com diversas situações como o recolhimento de animais doentes, atropelados, perdidos de seus proprietários e, até mesmo, que atacaram pessoas”, disse.

Em razão dessas variadas condições, existem alguns diferentes tipos de canis, como o canil de adoção, onde os animais são castrados, vacinados e vivem no local até serem adotados. Há o canil de observação, onde os cães ficam 10 dias em tratamento por causa de doenças ou ataques a seres humanos. Há também o canil individual, para os animais sem identificação que se perderam de seus donos.

Para evitar possíveis perdas, a veterinária sugere que os donos cadastrem seus animais de estimação no Registro Geral de Animais (RGA) para ganhar a coleira e a plaquinha numerada. “Não são todos que fazem o RGA, por isso, muitas vezes temos dificuldades em reencontrar a casa dos cães perdidos. Manter o animal identificado e o cadastro atualizado facilita o contato com o proprietário em caso de perda”, completou.

O RGA é obrigatório por lei na cidade de São Paulo para cães e gatos (Lei Municipal 13.131/2001) e pode ser feito no próprio Centro de Controle de Zoonoses ou em estabelecimentos veterinários credenciados. Outras informações podem ser obtidas na Internet (www.capital.sp.gov.br) ou pelo telefone 6224-5500.

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  1. Mah disse:

    Sempre ouvi falar nessa lenda… Eu ñ acreditava muito no tal sabão, mas sabia que eles eram sacrificados e isso me apavorava. Graças à Deus há um tratamento mais “humano” (se é que se pode chamar de humano, uma vez que determinados “tratamentos humanos” é que tanto os entristecem, adoecem ou até os matam…)
    Tb achei bem legal a história do RGA. Isso deveria ser em todo o território nacional. Não tenho certeza se deveria ser obrigatório, mas pelo menos bastante incentivado.
    Se houvesse isso por aqio no Rio, eu faria para os meus . Alguém saberia me informar à respeito?
    Beijos.

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