A difícil relação entre as pessoas que amam e as que odeiam cães

Especial de cães do Jornal Hoje

Com um pouco de compreensão, paciência e bom senso dos donos é possível, sim, viver em harmonia.

A rua para o cão Zordi é na área de lazer do condomínio. Para acalmar os ânimos da vizinhança e agradar aos donos de cães, os moradores decidiram reservar o lado direito do prédio para eles. “Facilita bastante nosso dia que é corrido e nem sempre dá para dar uma volta maior e sair com ele na rua e ajuda bastante”, diz José Augusto Lippel, gerente de treinamento. A conselheira do prédio, Maria Celi, precisou se render ao cachorródromo. Mas admite: “Sou contra. Evito falar, evito me meter, para não ficar antipatizada”. No prédio as regras são claras. ”Os cachorros devem descer pelo elevador de serviço e nas outras áreas é proibido”, fala o síndico.

O Jornal Hoje convidou uma adestradora com seu cachorrinho para percorrer as ruas de São Paulo. Logo vem a primeira recomendação: rédea curta para todos!

“Tem muito cachorro pequeno que é ranhetinha, gosta de dar uma beliscadinha, dar mordidinha”, Cristiane Bertolucci, adestradora. Cristiane diz que o cachorro deve sempre usar guia. O uso da focinheira é obrigatório para cães de raça considerada violenta. “A gente nunca sabe a reação. O cachorro pode de uma hora pra outra cismar com uma pessoa e ir pra cima.” Isso já ultrapassou os limites das ruas. E chegou a alguns shoppings do país. Aqui cachorro pode entrar. “Para mim é bastante prático. Faço academia neste shopping. Então enquanto vou pra academia, ela toma banho e já resolvo duas atividades ao mesmo tempo”, conta Aglaer Néri Abirazio, enfermeira.

Mas a polêmica entre os que aceitam e os não aceitam continua. “Eu acho que shopping é lugar que a gente vem fazer as compras da gente. Eu acho que nós gostamos de cachorro no shopping, nós deveríamos fazer um shopping para cachorro”, sugere Vanuil da Rocha Pereira. Mas Bruce comete um “pecado considerado mortal” por quem não gosta de cachorros: ficar na praça de alimentação. “Nem todos os cachorros são educadinhos em não pedir comida para o vizinho, pular na perna e ai pode arrumar uma confusão desnecessária”, fala Cristiane, adestradora.

Se no shopping o problema da sujeira está quase que resolvido, nas ruas. Para facilitar o trabalho de quem passeia com cachorro, os moradores espalharam pela praça de um bairro caixas onde sempre tem saquinhos disponíveis. As lixeiras ficam bem próximas.

Regra número 1. “Não sair de casa sem o saquinho para recolher a sujeira do cachorro. O cachorro coitado nem culpa. O dono tem que ser muito bem educado. Se não é melhor deixar em casa”, diz Cíntia di Pieri Martinez, empresária.

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