Crianças brincam com cães no Dia da Luta da Pessoa com Deficiência

Notícia do G1

Elas tiveram a chance de interagir com os animais.
Projeto estimula a comunicação, a autoestima e a memória dos pequenos.

Jorge Luís, torcedor do Flamengo, afaga a cabeça do golden retriever Moleque (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Jorge Luís, torcedor do Flamengo, afaga a cabeça do golden retriever Moleque (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Por onde passa em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, o sorriso alegre do pequeno torcedor do Flamengo chama a atenção. Com paralisia cerebral, Jorge Luís, de 10 anos, participa nesta segunda-feira (21) da comemoração pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Tímido, ele afaga carinhosamente o golden retriever Moleque.

A iniciativa é do Rioinclui (obra social da cidade), em parceria com a Secretaria municipal da Pessoa com Deficiência e a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais, além da Guarda Municipal. Juntos, esses órgãos promovem um dia de terapia com cães, a chamada cinoterapia. O objetivo é trabalhar a hiperatividade, comunicação, autoestima, memória e as boas sensações entre os portadores de deficiência.

Os animais também ajudam a superar a depressão. “O foco aqui é a criança. A terapia com cães trabalha a linguagem, a postura e a relação interpessoal dessas crianças”, conta a coordenadora técnica da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Isabel Gimenes.

Crianças tiveram a oportunidade de interagir com os cães (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Crianças tiveram a oportunidade de interagir com os cães (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Jorge é uma das crianças que frequentam o Centro municipal de Referência da Pessoa com Deficiência, em Vila Isabel, que atende cerca de 730 crianças. Para conversar, ele usa um livro com figuras e frases que expressam sentimentos e desejos. As figuras dizem se ele está triste, feliz, cansado, com frio ou calor, por exemplo.

“Ele está bem melhor e é muito feliz. Eu que não sou feliz porque ele não anda, mas meu filho está sempre com um sorriso no rosto. A minha filha Maria Clara, de 5 anos, que nasceu normal, entende tudo o que ele quer. Às vezes, ela fala pra mim, ‘mãe, ele quer água’, porque ele está olhando para a geladeira”, fala a mãe, Maria Dalva da Silva.

Além de Jorge, outras crianças tiveram nesta segunda-feira (21) a oportunidade de um primeiro contato com cães dóceis e afáveis. Normalmente, as raças mais indicadas para o contato com as crianças são pastor alemão, labrador e golden retriever.

Gabriel, de 2 anos e 8 meses, nasceu com paralisia cerebral. Segundo sua mãe, Rita Bonfim, ele é “manhoso e não gosta de fazer estimulação”. Mesmo assim, foi um dos primeiros a chegar e a acariciar a poodle Mel.

Quem também brincou com a poodle Mel foi o pequeno João, de 4 anos. Com síndrome de down, ele vai diariamente ao Centro, onde participa de atividades com crianças da sua idade.

O trabalho com as crianças inclui aulas de fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia e terapia ocupacional.

O pequeno João faz carinho na poodle Mel (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

O pequeno João faz carinho na poodle Mel (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

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